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Página inicial Arquivos - 2009 Heróica Resistência Palestina dá importante golpe no Estado terrorista de Israel
Heróica Resistência Palestina dá importante golpe no Estado terrorista de Israel
Escrito por Resistência Camponesa   
Qui, 05 de Fevereiro de 2009
 O jornal Resistência Camponesa soma-se às milhares de organizações amantes da paz no mundo todo e saúda a heróica resistência do povo palestino que não se dobrou diante do ataque genocida do Estado terrorista de Israel! Depois de 22 dias de ataques covardes, Israel se viu obrigado a sair do território palestino Faixa de Gaza sem alcançar seus objetivos, que eram: atemorizar e expulsar os palestinos de Gaza, aumentar seu domínio colonial e destruir a resistência e o Hamas. Vitória da heróica Resistência Palestina!

No dia 27 de dezembro de 2008 Israel, iniciou bombardeios contra a Faixa de Gaza, uma das regiões mais densamente povoadas do mundo, usando armas de última geração, tanques, helicópteros de ataque e aviões caça. Edifícios do governo, mesquitas, hospitais, escolas e mercados foram destruídos, mais de 25.000 casas ficaram destruídas ou danificadas, 5.500 palestinos ficaram mutilados e 1.300 foram assassinados, sendo que metade eram mulheres, crianças e idosos.



 A desculpa dada por Israel é que o Hamas, principal organização da Resistência Palestina, lançou foguetes em território israelense rompendo um acordo de paz. Mas a verdade é que tal acordo, que durou 18 meses, foi rompido desde o início, várias vezes por Israel, enquanto os palestinos respeitavam-no. Israel intensificou  a invasão de mais territórios palestinos e o cerco à Faixa de Gaza impedindo a entrada de alimentos, medicamentos e combustível, cortando eletricidade e abastecimento de água, isolando os palestinos por terra, ar e mar. Centenas de pacientes morreram em decorrência direta deste cerco além de 30 cidadãos de Gaza que foram assassinados por soldados israelenses. 50 pessoas e várias centenas mais ficaram feridas na Cisjordânia, sem que nenhum foguete tenha sido disparado de lá contra Israel.

Israel transformou o acordo de paz numa política de morte lenta do povo palestino.

Então, a Resistência lançou foguetes contra alvos econômicos de Israel. Segundo palavras do Hamas: “Nossos modestos foguetes de fabricação caseira são nosso grito de protesto ao mundo. Israel e seus patrocinadores estadunidenses e europeus querem matar-nos em silêncio. Porém nós não morreremos em silêncio.”

Em nota divulgada durante os ataques de Israel o Hamas afirmou: “O povo de Gaza está mais unido que nunca, determinado a não deixar-se aterrorizar até a submissão. Nossos combatentes, armados com a justiça de sua causa, já têm causado muitas baixas ao exército de ocupação e lutam para defender seu território e seu povo. Nada pode derrotar nossa vontade de ser livres.”


 E os gritos de protesto dos palestinos foram ouvidos nos quatro cantos do mundo. Diariamente explodiram manifestações em vários países, inclusive de judeus, contra o Estado fascista de Israel e de apoio à causa Palestina.

Depois do fim dos ataques de Israel o Hamas e a Resistência como um todo estão mais fortalecidos.

Desde sua fundação Israel é um Estado terrorista

O Estado fantasma de Israel foi criado pela ONU em 1948 e desde então os palestinos tem conhecido o verdadeiro inferno. Israel tem cometido ilegalidades de todo tipo que deixariam até Hitler surpreso! Israel já tomou 78% da Palestina e continua invadindo, destruindo casas, dominando as terras mais férteis, a água, as estradas e construindo centenas de colônias de judeus em território palestino.

Os 22% restantes do território palestino, além de estar dividido em duas partes, Faixa de Gaza e  Cisjordânia, ainda são controlados militarmente pelo exército de Israel e pelos israelenses sionistas* armados pelo governo, impedindo o povo palestino de ir e vir dentro de seu próprio país. Isto transforma a Palestina no maior presídio do mundo. Cerca de 4 milhões de palestinos expulsos de suas terras e casas vivem em campos de refugiados na Jordânia, Síria e Líbano, países vizinhos.

Tudo isto sem contar os milhares de palestinos massacrados.

A Palestina localiza-se numa região de grande interesse estratégico mundial, primeiro porque é um corredor de ligação entre Europa e Ásia e segundo porque tem as maiores reservas de gás e petróleo do mundo. Desde sua criação, Israel tem sido financiado e sustentado econômica e politicamente por países imperialistas, primeiro a Inglaterra e agora o EUA. Só os EUA injetou mais de 100 bilhões de dólares em Israel entre os anos de 1949 e 2000, além de inúmeras doações de armamento, que colocaram o exército de Israel na posição de 4º exército mais poderoso do planeta e de 2º com maior frota de caças F16. EUA não faz isso de graça. Ter uma base militar, como é Israel, nesta importante região do globo serve à sua estratégia de dominar o povo árabe, apossar-se de suas riquezas e manter-se como potência hegemonica mundial.

Israel conta com o apoio cúmplice da maioria dos governos e da “Autoridade Palestina”

Enquanto povos do mundo inteiro protestam contra Israel e manifestam apoio aos palestinos os governos da maioria dos países nada fazem. A ficha corrida de Israel é extensa, são inúmeras leis, tratados, emendas e acordos internacionais descumpridos desde 1948; agora nos últimos ataques Israel utilizou bombas de fósforo branco, urânio radioativo e outras armas de destruição em massa. E a chamada “Comunidade Internacional” fecha os olhos, o máximo que fazem é condenar a violência em geral. Estados Unidos da América (EUA) e o Vaticano seguiram com o discurso de acusar o Hamas pelas mortes dos palestinos. Barack Obama, novo presidente do EUA, em sua primeira entrevista coletiva reafirmou apoio à Israel.

O governo do Sr. Luiz Inácio, apesar do discurso ambíguo de condenar tanto Israel quanto o Hamas, é totalmente cúmplice do genocídio israelense. Se quisesse, o governo brasileiro poderia ter rompido os vários negócios que tem com Israel como represália aos ataques contra a Palestina. São contratos para fabricação de aviões bombardeios pela Embraer que ultrapassam 750 milhões de dólares; Acordo de Cooperação em Educação assinado pelo Brasil e Israel em 2008; treinamentos que policiais brasileiros recebem no “Instituto Internacional da Histadrut”, em Israel, há mais de 10 anos. Caveirões, cercos de favelas, selvageria da polícia e crescente número de assassinatos de pobres por todo o país, mas principalmente no Rio de Janeiro, são o resultado desse treinamento nazista.


O falso governo da chamada “Autoridade Palestina” dirigida atualmente pelo Sr. Abbas mostrou que não passa de governo fantoche manipulado por Israel e EUA. Manteve uma postura de conivência durante a recente agressão de Israel, reprimiu manifestações de protesto na Cisjordânia, delatou e aprisionou vários membros da Resistência Palestina. A “Autoridade Palestina” têm dois terços de seu orçamento mantidos por Israel, Estados Unidos e União Européia e os apoios declarados de Barack Obama e Ehud Olmert, dirigente de Israel.

Rebelar-se é justo!

 O Hamas e o governo do primeiro ministro palestino Ismail Haneyya já reassumiram plenamente suas responsabilidades em Gaza, especialmente a atenção aos feridos, mutilados e desabrigados e a reconstrução da destruição causada por Israel. Mas a luta segue. O Hamas adverte que “a Resistência Palestina tem que estar atenta e manter o dedo no gatilho, porque Israel é astuto e a vingança corre por suas veias após várias derrotas.” E que agora há ainda duas batalhas, uma para romper o cerco de Israel e a segunda para abrir as passagens de fronteira.

 Em tempos de grave crise econômica do sistema imperialista mundial como o atual, as classes dominantes dos países imperialistas aceleram e aprofundam a exploração e opressão dos países dominados com mais militarização e guerras de rapina. Estes ataques de Israel à Palestina estão inseridos neste contexto. O mesmo tende a ocorrer em outros países, inclusive no Brasil. Por outro lado, os povos no mundo inteiro estão se levantando contra o corte de direitos, demissões, redução de salários, contra a miséria e criminalização da pobreza e por democracia e liberdade. Os povos têm que se preparar para derrubar o inimigo comum, o imperialismo, inspirados no exemplo da Heróica Resistência Palestina. A luta dos povos é dura, mas é justa, representa o interesse da maioria absoluta e o imperialismo não é invencível.

Viva a Heróica Resistência do Povo Palestino!
Pelo fim imediato dos ataques, bloqueios e estado de sítio contra o povo palestino!


* Sionismo: Movimento nacionalista judaico iniciado no século XIX, com vista ao restabelecimento, na Palestina, dum Estado judaico, e que se fez vitorioso em 1948. (Dicionário Aurélio)

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