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Resistência Camponesa
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Camponês mantido acorrentado em hospital
Escrito por LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental   
Sex, 19 de Setembro de 2008
Camponês é acorrentado em HospitalPorto Velho, 18 de setembro de 2008

No dia 09 de setembro a Polícia Militar realizou ação ilegal e truculenta de despejo no Acampamento Nova Conquista, em União Bandeirantes. 10 camponeses foram presos e torturados na sede da fazenda Mutum, entre eles o companheiro Gerolino Nogueira de Souza, de 56 anos de idade que está sendo mantido preso com correntes no Hospital João Paulo II, em Porto Velho e não está recebendo tratamento médico adequado. Gerolino ficou 7 dias acorrentado numa cadeira, vigiado por policiais e proibido de receber visitas, o único que conseguiu visitá-lo foi o advogado do Núcleo de Advogados do Povo – NAP, Ermógenes Jacinto. Ontem o companheiro foi retirado da cadeira, mas continua acorrentado numa cama. Temos receio de que o companheiro acabe falecendo no hospital.

Camponês é acorrentado em HospitalEle esteve internado recentemente no Hospital Municipal de Jaru e seu quadro de saúde é grave. Foi diagnosticado com pneumonia, hepatite, erisipela e anemia profunda.

Acampado desde 2003 na área, Gerolino já sofreu vários despejos, prisões e humilhações da polícia e dos pistoleiros a mando de latifundiários. Na última ação criminosa da polícia ele foi chamado de velho safado e vagabundo pelos policiais. Mas ele é um trabalhador que luta por seus direitos.

Outro caso é o da companheira Deidiane de Jesus Silva, 20 anos, presa na mesma ação e que está na ala feminina do presídio Urso Branco. A companheira sofreu um aborto recentemente e desde então sofre hemorragia constante. Estão não só negando atendimento médico como também proibindo a entrada de remédios para seu tratamento.

Toda esta situação é muito grave e necessita ser denunciada. Estão tratando os camponeses presos como animais.

Hoje venceu o prazo dado pelo juiz federal para o fazendeiro Luiz da Dipar desocupar a área grilada da União, mas as autoridades locais sequer tocaram no assunto. O INCRA não se manifestou sobre a ação truculenta da polícia em conluio com o fazendeiro.

Os outros camponeses também seguem presos no Urso Branco.

Exigimos libertação imediata dos camponeses presos!
Punição aos policiais torturadores!
O povo quer terra, não repressão!


Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
 
 
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