| Ato de propaganda da Revolução Agrária em Pernambuco |
| Escrito por Resistência Camponesa | |||||||||||||
| Sáb, 14 de Fevereiro de 2009 | |||||||||||||
No dia 30 de janeiro a Liga dos Camponeses Pobres do Nordeste realizou um ato de propaganda da Revolução Agrária em Pernambuco. Mais de 70 camponeses ergueram bem alto as bandeiras vermelhas da Liga em passeata pela cidade e vilarejos de Lagoa dos Gatos. Faixas com os dizeres “Viva a Revolução Agrária”, “Abaixo o oportunismo do governo Lula/FMI” e “Viva a aliança operário-camponesa” abriam a manifestação. Na retaguarda, camponeses em motos e fogos de artifício anunciavam em cada vilarejo a chegada dos camponeses pobres em luta. Estudantes de Maceió e Recife, integrantes do Movimento Estudantil Popular Revolucionário participaram do bonito e organizado protesto. O primeiro ponto de parada da manifestação foi no Fórum da cidade para exigir a libertação do companheiro Fábio, preso injustamente desde julho passado. Os camponeses demonstraram que não descansarão enquanto o Fábio não for solto! Todos gritaram indignados “Liberdade já, para o nosso companheiro!”. Demonstrando mais uma vez o caráter de classe burguês e latifundiário deste Estado a polícia rapidamente chegou para impedir os camponeses de entrarem no Fórum. Uma carta exigindo a libertação do camponês Fábio foi entregue, e o principal, a disposição de lutar até o fim pela sua liberdade ficou novamente demonstrada. Após o almoço no acampamento Peri-peri a manifestação se reorganizou e a marcha foi retomada até o acampamento Riachão. Logo na saída, todos chegaram até as portas da casa grande da fazenda e os camponeses deram seu recado de que cedo ou tarde aquela fazenda será toda dos camponeses! Seguindo o caminho, passamos por diversos vilarejos povoados por centenas de camponeses pobres sem terra ou com pouca terra e pequenos comerciantes. A alegria e simpatia com que a passeata era recebida demonstrava o grande apoio que a revolução agrária tem conquistado na região. Em frente a cada conjunto de casas, famílias inteiras saiam para assistir a manifestação e recebiam os panfletos, que explicavam a justeza desta luta e a necessidade de unir todo o povo no campo para destruir o latifúndio. Os presentes faziam uso da palavra, cantavam canções da luta e gritavam as palavras de ordem com muita animação e convicção.
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