| Poesias de Carlos Latuff |
| Escrito por Carlos Latuff | |||
| Qui, 19 de Novembro de 2009 | |||
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Tributo ao camponês
Surge na paisagem um camponês de passagem fitando a fazenda sem fim. Em seu peito não há paz É sua convicção que o faz caminhar decidido assim. Pra que você entenda o ódio dele pela fazenda só sendo pobre enfim. Solitário, o lavrador avança. Um cavaleiro contra o castelo tendo a foice como lança. Os pistoleiros acham graça enquanto deslizam cartuchos pros seus rifles de caça. Mas o camponês não estava sozinho. Do horizonte que parecia deserto, mais pessoas a caminho. O sorriso do capataz, agora então se desfaz. O ímpeto do povo que derrubou grades e portões, fez cair também os jagunços valentões. Chega a polícia e seus pelotões cujas fardas camufladas só não camuflam as intenções. Mas o camponês que enfrenta malária e onça parda, não tem medo de bicho nem de jagunço de farda. A terra que antes fôra prostituída pelo fazendeiro, volta agora as mãos do povo seu destino verdadeiro. Dela agora brotam lares alimentos e esperança. Porque não é questão de esperar, quem luta é quem sempre alcança. Assista também: Vídeo Poesia - A vergonha partiu
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