| Camponeses torturados e assassinados em Buritis |
| Escrito por Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres | |||
| Qui, 10 de Dezembro de 2009 | |||
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Gilson havia sido entrevistado em 2008, pela delegação da Associação Internacional de Advogados do Povo - IAPL, que realizou uma Missão de investigação sobre os abusos e a violência do Estado e do latifúndio contra os camponeses pobres de Rondônia. O acampamento Rio Alto está localizado em terras que foram destinadas ao Projeto de Assentamento Rio Alto, mas por conivência dos funcionários do Incra foi grilada pelo latifundiário Dilson Caldato. Desde o ano passado mais de 45 famílias estão acampadas na área e resistem contra os ataques de bandos armados do latifúndio.
Os policiais não tinham mandado de busca sendo que a ação foi totalmente ilegal e para defender os interesses do latifundiário e grileiro de terras Dilson Caldato que negociou ao todo mais R$ 1,5 milhão de madeira de planos de manejo falsos com o madeireiro e vice-prefeito de Buritis Correa. A ouvidora agrária regional Márcia do Nascimento Pereira disse à época que não se importaria se as famílias fossem mortas pelos guaxebas. Denunciamos as autoridades em Porto Velho todos estes absurdos. Mas nada foi feito! Em reunião realizada no dia 3 de dezembro último no Incra de Porto Velho em que estavam presentes o comandante da PM de Buritis, o Incra, o latifundiário Dilson Caldato e o Ouvidor Agrário Gercino foi assinada a sentença de morte dos camponeses. No documento Gercino alerta que os camponeses serão punidos por supostas ilegalidades, pede atuação da PM para defender a segurança da propriedade e cinicamente confia que o fazendeiro não fará nada contra as famílias acampadas. O comandante da PM de Buritis, Maj. Antônio Matias de Alcântara ainda lança acusações infundadas e já desmascaradas há muito de que a LCP atua usando táticas de guerrilha, mas esconde que policiais sobre seu comando atuam no adestramento dos bandos armados da fazenda e receberam dinheiro para escoltar a madeira para fora da área. Nesta mesma reunião participaram 4 pistoleiros da fazenda para identificar o companheiro Sabiá. Manobra antiga que o Incra sempre usou para cumprir seu sujo papel de polícia a serviço do latifúndio. Mais uma vez Gercino mostra o verdadeiro papel da Ouvidoria Agrária Nacional e de sua Comissão Nacional de Combate a Violência no Campo que é o de criminalizar a justa luta pela terra enquanto trata latifundiários bandidos e assassinos como "senhores de respeito". O assassinato dos coordenadores da LCP é de inteira responsabilidade do Ouvidor Gercino e do Incra de Rondônia. A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres repudia a covarde atitude do Incra e Ouvidoria Agrária e exige apuração dos fatos e punição de todos responsáveis. Conclamamos a todos os verdadeiros democratas, apoiadores e simpatizantes da luta camponesa a denunciarem mais este crime contra os camponeses de Rondônia. Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres
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