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Jornal Resistência Camponesa: Edição nº 16
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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A história da luta pela terra em nosso país tem início com a invasão portuguesa em 1500 e a resistência dos povos indígenas contra a dominação e pela defesa de seu território. Nos séculos seguintes foram os negros africanos que se levantaram contra a escravidão dos senhores de terras organizando os Quilombos.
No século XIX e início do XX ocorreram lutas pela terra importantes como Canudos, na Bahia (1870-1897) e Contestado em Santa Catarina (1912-1916). Outros movimentos ocorreram no nordeste como Caldeirão, Pau de Colher e também o cangaço como forma de resistência dos camponeses contra a miséria e opressão dos "coronéis" latifundiários.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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Não aceitamos esta humilhação
Elza F. Garcia - Moradora de Jacinópolis
No dia 16 de agosto de 2007 surgiu um incêndio a mais de 1700 metros de meu lote. Eu estava no barraco com meu neto de 9 meses e com minha filha caçula de 14 anos. Quando avistei o incêndio me assustei e pensei logo na minha lavoura de café. Neste dia minha família ficou até as 10 horas da noite tentando apagar o fogo.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
Jacinópolis: toneladas de produção
 Sorteio dos lotes na área José e Nélio. Camponeses cortam as terras por conta |
Em Jacinópolis 2 (Campo Novo), desde 2003 as 40 famílias tomaram as terras e cortaram os lotes por conta. Hoje quase todas construíram casas. Vão produzir 300 sacas de arroz, 1000 sacas de milho, 500 sacas de feijão, 17 mil pés de café plantados, cacau, gado, porco e galinha. No acampamento José e Nélio (Nova Mamoré), em 2006 as famílias retomaram parte das terras da fazenda Condor. Este ano foram plantados 46 mil pés de café. Além do plantio de urucum, plantio de cacau, existem outros plantios menores. As famílias vão colher uma média de 1000 sacas de arroz, 500 sacas de milho, 800 sacas de feijão, 12 mil pés de banana. Por mês saem 4 caminhões de banana para Porto Velho, além de outros produtos. Na área Capivari (Campo Novo) desde junho de 2006 as 50 famílias retomaram a área após vários despejos. A maioria construiu casas. Vão produzir 500 sacas de arroz, além de cacau, café, milho, mandioca, banana, gado, porco e galinha. No ano passado, construíram várias pontes para evitar o isolamento no período das águas e uma estrada que facilitou o acesso ao distrito de Jacinópolis. |
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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Por várias oportunidades o jornal Resistência Camponesa esteve visitando as áreas camponesas em Rondônia e no final de março entrevistamos Joaquim Ramos de Souza, um dos coordenadores da Liga de Camponeses Pobres de Rondônia.
Abaixo, apresentamos trechos desta entrevista que trata de questões atuais como a perseguição aos camponeses em Rondônia, o avanço da Revolução Agrária e as novas formas de organização e luta dos camponeses da região.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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A operação Arco de Fogo e os interesses do latifúndio
No mês de fevereiro teve início a operação Arco de Fogo, com objetivo de combater o desmatamento e comércio ilegal de madeira nos estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia. A primeira operação ocorreu na cidade de Tailândia no Pará e foi violentamente repudiada pela população que bloqueou estradas, ateou fogo em carros e botou os agentes do IBAMA para correr.
Em Rondônia a operação foi iniciada em Cujubim e Machadinho, onde foram aplicadas mais de 15 milhões em multas contra camponeses pobres e madeireiros. Exemplo disto é o caso de um camponês que comprou 3 alqueires de terra aonde mora há 15 anos e foi multado em 300 mil reais. Serrarias foram fechadas causando desemprego e paralisação no comércio local.
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
O acampamento Conquista da União, localizado no município de Campo Novo, foi atacado no dia 9 de abril, por cerca de 30 pistoleiros fortemente armados, com coletes a prova de balas, coturno e capuz preto. Diante do ataque covarde os camponeses saíram correndo sob disparos, deixando todos seus pertences para trás. Segundo nos relataram os camponeses, os pistoleiros gritavam “aqui é a turma do Amorim”, denunciando a já conhecida ligação de políticos rondonienses com crimes de pistolagem e grilagem de terras públicas.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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Assim que a revista IstoÉ deu início à odiosa campanha de difamação e calúnia contra os camponeses da região de Jacinópolis e movimentos camponeses combativos, principalmente a LCP, personalidades democráticas, movimentos sociais e apoiadores de todos os cantos do país se levantaram em defesa e solidariedade aos camponeses.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
O alcoolismo destrói a vida de muitas pessoas e famílias. O Alcoólicos Anônimos - AA é um grupo antigo, que atua em todo o mundo.
O Jornal Resistência Camponesa entrevistou um membro do AA sobre esta doença tão terrível, mas que tem tratamento simples e bastante eficaz. Não divulgaremos o nome do entrevistado por exigência do AA, já que o anonimato é um dos seus princípios.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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Hoje no Brasil, milhões de jovens e adultos são analfabetos, sendo a maioria mulheres. Muitos nunca foram à escola, a maioria foi obrigado a largar os estudos quando ainda eram crianças para trabalharem e ajudarem no sustento da família. Aliado a isso, a péssima qualidade do ensino público. O resultado é alarmante, milhões que não sabem ou têm muita dificuldade de ler, escrever e fazer contas. Enquanto isso, os governos só fazem propaganda enganosa.
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Escrito por Resistência Camponesa
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Qua, 07 de Maio de 2008 07:15 |
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Em 2007 a gerência FMI/PT/Lula, através da Ministra do Meio Ambiente, Marina Silva iniciou o processo de venda da FLONA (Floresta Nacional) do Jamari em Rondônia. A área tem mais de 220 mil hectares de extensão, localizada a 110 km de Porto Velho, atinge os municípios de Itapuã do Oeste, Cujubim e Candeias do Jamari.
Logo de início, 90 mil hectares serão entregues à cobiça das grandes empresas nacionais e estrangeiras.
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