| Camponeses do engenho Ousadia denunciam situação de exploração e miséria |
| Escrito por Associação dos Moradores e Produtores Agrícolas da Comunidade Ousadia | |||
| Seg, 24 de Janeiro de 2011 | |||
Viemos través desse, informar a atual situação de exploração e miséria que estão passando os assentados do PA Miguel Arraes em Catende –Pe.
No engenho Ousadia, que faz parte dos 48 engenhos do PA Miguel Arraes, foi feita a estimativa de produção da cana para a safra atual, onde se calculou 3200 ton, a Cooperativa Harmonia, cortou a cana de aproximadamente 90% da produção, mas foi alegado pela Cooperativa Harmonia, na pessoa do assessor técnico o senhor Lenivaldo, que só foi moído 1500 toneladas, faltando do total 1700 ton.
Como sermos acusados de sermos ladrões por reivindicar o que é nosso? Se são eles que se apoderam da cana e dos nossos recursos.
Deu-se um prejuízo de mais de 35.000,00, pelo desperdício da cana no Engenho Ousadia. O que está acontecendo no projeto “socialista”, tão propagado pelo governo do estado e o governo federal, é que os mais de 20.000ha das terras do PA Miguel Arraes, é fome, miséria e trabalho escravo, ao ponto de camponês ser morto, enquanto busca lenha na mata, e onde camponês se enforca por não ter o que dar de comer aos seus filhos, enquanto é forçado a assinar uma DAP de 21.000,00 tendo recebido duas parcelas de 200,00 e o restante do recurso fica com a Cooperativa Harmonia, ao exemplo do camponês José Edmilson da Silva Vieira, do Engenho Gameleira Grande, que também faz parte do PA Miguel Arraes, onde outro caso recente, no Engenho Jardim, também faz parte do PA Miguel Arraes, um camponês assassinou outro pela questão de um pedaço de terra para plantar.
Exigimos que os órgãos competentes, atuem no PA Miguel Arraes pois as matas estão sendo destruídas pelo fogo ateado a cana pela Cooperativa Harmonia, a polícia local tem conhecimento do caso e não faz sua parte para resolver a questão. Exigimos que a Cooperativa preste contas, quitando os débitos feitos em nome dos trabalhadores, uma vez que foi a Cooperativa Harmonia que se apropriou dos recursos. Exigimos o direito de cortar o restante da cana, para a Associação de Ousadia, e com o recurso pagar uma parte das dívidas dos moradores, fazendo acordo com os bancos. E outra parte compra de insumos para o trato cultural da cana. Vamos continuar cortando o restante da nossa cana e em seguida vamos tomar como exemplo o Engenho de Santa Luzia, também pertencente ao PA Miguel Arraes, que cortou a terra e dividiu para cada um dos seus assentados uma parcela de terra.
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