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Resistência Camponesa
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Madeireiros trancam saída de Buritis em protesto contra o IBAMA
Escrito por LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental   
Qua, 13 de Julho de 2011
 Cansados do continuo achincalhe a que são submetidos pelas seguidas operações dos chamados "orgãos de defesa ambiental" entre eles o IBAMA, madeireiros com apoio da população local de Buritis, fecharam várias saídas entre elas a que liga Buritis a Ariquemes no dia ultimo dia 06 de junho. Utilizando os caminhões "toreros" mantiveram a paralização até o inicio do dia 08. Neste período comerciantes fecharam seus estabelecimentos em apoio ao protesto.

O estopim para a revolta foi a apreensão por fiscais do Ibama de dois caminhões que no momento da apreensão estavam vazios. Entretanto o clima de revolta com as seguidas operações do IBAMA, SEDAM e Policia Ambiental não é de hoje. Todo ano ações do Ibama na região tiram o emprego e o sustento de inúmeras famílias, geram quebradeira no comércio, em resumo trazem o pânico e insegurança a população.

Há muito tempo as operações de orgãos de "defesa" ambiental na região de Buritis tem sido um meio de enriquecimento de fiscais e policiais ambientais. É a verdadeiro corrida do ouro, pois é sabido de todos os moradores de Buritis, que quando chegam a cidade, cada serraria têm sua cota de propina para pagar. Em locais como Jacinópolis por exemplo, após pegarem o "botim", os agentes limpam os mercados de carne, cerveja e cachaça para comemorarem o "trabalho" do dia. A humilhação a que muitos propietários de terra são submetidos também são rotina. Muitos pais de famílias são chamados de vagabundos e coisas do gênero porque derrubaram para produzir e tratar suas famílias.

No entanto o verdadeiro objetivo dessas operações é alem de perseguir quem derruba para plantar o seu sustento e perseguir caminhões velhos que em sua maioria é o único meio de sustento de seu propietário, estas operações também protegem os grandes desmatadores e os grandes madeireiros, já que nunca se vê elas acontecerem com os grandes latifundiários que desmatam milhares de hectares e não respeitam córregos, amortecimentos nem nada. Quanto a madeira basta observar o caso da Floresta Nacional do Jamari em que o governo pró-USA de Luis Inácio colocou a leilão e das oito empresas inscritas nenhuma é das pequenas ou médias que atuam na região, algumas são estrangeiras, e terão o direito de explorar solo e subsolo por 60 anos. Facilidades em conseguir planos de manejo também é privilégio só das maiores máfias que são compostas por políticos e grandes empresários do estado. Portanto a desculpa de "proteção ambiental" destas operações é apenas cortina de fumaça, já que os maiores desmatadores e grileiros sempre estão a salvo, e os pequenos e médios sofrem toda repressão.

A manifestação em Buritis demonstra que a população não está disposta a suportar mais abusos como o que vem ocorrendo e que da próxima vez pode ser pior.

Fora Ibama, jagunços do imperialismo na Amazônia!

LCP - Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental
 
 
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