LCP realiza exitoso curso de formação de lideranças e ativistas em Rondônia

Escrito por LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental
Publicado em 24/06/2014
Categoria: Notícias

Entre os dias 18 e 22 de junho a Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental realizou na cidade de Rolim de Moura um Curso de Formação Política que contou com a participação de mais de 50 lideranças, ativistas e apoiadores de várias áreas de Rondônia e do norte do Mato Grosso.O curso foi uma iniciativa da Comissão Nacional das LCP para elevar a formação e politização de homens, mulheres e jovens que atuam nas áreas antigas e novas, nos acampamentos ou nos grupos de famílias que estão se mobilizando para novas tomadas.

Durante cinco dias os ativistas participaram de atividades físicas, teóricas, políticas, de organização, de propaganda e culturais.

Após a abertura, o curso começou com a exibição de vídeos sobre a situação internacional de agravamento da crise econômica do imperialismo e crescimento da resistência dos povos em todo mundo. Sobre a situação nacional debateram sobre a falência da “reforma agrária do governo” e a crise política, econômica e social que se agrava a olhos vistos e que são o material inflamável para o aumento e radicalização dos protestos populares no país. Esta nova fase da luta de classes abre brilhantes perspectivas para a luta popular em geral e para a Revolução Agrária em particular.

A outra parte do curso foi um estudo aprofundado sobre o balanço apresentado pela Comissão Nacional sobre o período de um ano. A principal causa de nossas dificuldades nos últimos anos apontado no balanço é a ofensiva do gerenciamento do oportunismo petista em conjunto com as forças do latifúndio, monopólios de imprensa, aparatos policiais e movimentos oportunistas para desmobilizar as lutas na cidade e principalmente no campo. Houve uma intensa campanha de calúnia, difamação e criminalização com perseguições, prisões e assassinatos de lideranças e ativistas camponeses e indígenas. Os participantes do curso responderam coletivamente um questionário para medir a compreensão de cada um e ajudar a fixar o conteúdo principal.

No terceiro dia os participantes tiveram também uma breve introdução aos modos de produção ao longo da história da humanidade e sobre a história da luta pela terra no Brasil.

Uma das partes mais importantes do curso foi o estudo e debate sobre as “Tarefas para fazer avançar a Revolução Agrária”, seus objetivos, o Programa Agrário e suas 4 tarefas fundamentais, os métodos de organização, sobre Assembléia Popular e Comitês de Defesa da Revolução Agrária e as 3 tarefas principais para o movimento camponês: 1. Campanhas permanentes de Propaganda da Revolução Agrária, 2. Organização da Assembléia Popular e CDRA nas áreas e 3. Criação de planos de produção baseados nos Grupos de Ajuda Mútua.

Dentro do cronograma do curso foram realizadas reuniões da coordenação ampliada da LCP para discutir os problemas nas áreas, reunião do Movimento Feminino Popular para impulsionar a participação das companheiras nas tarefas de direção da LCP e reunião com a juventude camponesa. As mulheres relataram casos de violência e humilhação cometidas por namorados, ex maridos, familiares e até companheiros de luta. Foi uma sessão de desabafo, mas não só, também discutiram a importância de fazer os homens enxergarem o machismo, comovê-los a lutarem contra esta ideologia que não pertence às classes trabalhadoras, serve aos opressores na medida em que separa homens e mulheres e relega estas às tarefas domésticas ou de menor importância da luta. É tarefa do MFP organizar as mulheres em núcleos de estudo e tarefas concretas para que elevem sua consciência e atuação ativa na luta camponesa. Na reunião com os jovens eles demonstraram boa compreensão sobre a situação nacional e a luta da LCP nas áreas. Eles discutiram também os problemas que enfrentam nas áreas e levantaram propostas de atividades com a juventude em cada área.

Paralelo as atividades do curso ocorreu também a reunião do Movimento Classista dos Trabalhadores em Educação de Rondônia (Moclate) que contou com a participação de 14 professores da Escola Popular, professores universitários, professores da rede pública de ensino e estudantes de pedagogia e outros cursos de licenciatura. Esta reunião marcou a fundação de um núcleo do Moclate em Rondônia. Todos participantes se comprometeram a fazer parte ativa na direção ou apoio da criação deste importante movimento, que não é para conquistar carguinhos em sindicato ou no velho Estado e sim para dirigir a crescente revolta dos professores, unindo com a luta dos estudantes e funcionários pela educação pública de qualidade.

Ao longo do curso foram realizadas várias atividades culturais: exibição de filmes, vídeos, fotos das principais lutas da LCP em 2013, músicas e um animado baile na última noite. Os camponeses, professores e estudantes também realizaram uma animada brigada de propaganda do jornal A Nova Democracia na feira da cidade.

No último dia a coordenação da LCP apresentou a proposta da realização do 6° Congresso em outubro e do 6° Encontro de Delegados que deve ocorrer entre os dias 9 e 10 de agosto, em Corumbiara. Este foi o pontapé inicial deste importante evento da luta camponesa.

O curso foi encerrado com belas cerimônias. Os coordenadores da LCP entregaram um boné da LCP e um certificado em nome da Comissão Nacional que saudava o desempenho, organização e disciplina de cada companheira e companheiro que participou das atividades. Os coordenadores entregaram uma sacola da LCP e saudaram cada criança e jovem que participou do curso. A cozinheira do curso também foi chamada a frente e foi aplaudida de pé como agradecimento por seu esforço e trabalho nos 5 dias.

No balanço final, diante das imagens de nossos mártires e as bandeiras e cartazes da luta popular revolucionária, vários companheiros e companheiras se emocionaram ao falar sobre os resultados atingidos no curso. Ficou evidente a elevada unidade ideológica que se atingiu ao longo do curso, além da maior clareza dos princípios e objetivos da LCP. É certo que a bandeira vermelha da Revolução Agrária se ergue com mais firmeza e decisão para dirigir a nova onda de tomadas de terra e lutas combativas que já se levanta em toda a região.

   
     
   
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