Repúdio ao ataque covarde das polícias Militar e Federal contra camponeses em Ji-Paraná

Escrito por LCP de Rondônia e Amazônia Ocidental
Publicado em 15/08/2015
Categoria: Notícias
No dia 3 de agosto de 2015, camponeses dirigidos pelo MST foram atacados covardemente pelas polícias Militar e Federal, em Ji-Paraná. O protesto pacífico de ocupação do prédio da Receita Federal foi surpreendido pelas forças de repressão combinadas da PM e agentes da PF. De forma covarde os policiais atacaram os camponeses com jatos do spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e de efeito moral, disparos com munições de borracha e disparos de pistolas para o alto no meio de homens, idosos, mulheres e crianças. Vários vídeos mostram policiais apontando armas, ameaçando, agredindo jovens, mulheres e idosos que não esboçavam reação. Manifestantes encontraram um carregador cheio de munição letal. Veja o vídeo aqui.

Saldo da ação covarde: 4 camponeses presos, que só foram libertados após pagamento de fiança. Além de toda brutalidade gratuita aplicada, os abusos de autoridade não tem limites, pois os presos soltos terão que responder em liberdade, e veja o absurdo, 2 deles por tentativa de homicídio contra policiais.

Neste mês, completa-se 20 anos da resistência camponesa de Corumbiara, quando mais de 600 famílias foram despejadas sob a carga de disparos de armas de fogo, agredidas, torturadas, resultando num massacre onde vários camponeses ficaram desaparecidos e 9 assassinados. Nestas duas décadas, especialmente nos 12 anos de gerenciamento petista, piorou a situação do camponês, especialmente daqueles que se lançam na luta. A gerência petista aumentou o apoio ao latifúndio, paralisou a reforma agrária falida, fazendo aumentar a concentração da propriedade da terra. Dilma/PT é a presidente que assentou menos camponeses, desde o gerenciamento militar. No gerenciamento petista a Polícia Federal, a Força Nacional de Segurança e o Exército passaram a atuar nos despejos violentos de acampamentos. E aumentou o número de camponeses e lideranças assassinadas por pistoleiros e policiais. E não é tolerado nenhum protesto, mesmo pacífico como este em Ji-Paraná. Querem que o povo aceite calado.

A LCP repudia veementemente o ataque covarde das polícias Militar e Federal contra camponeses do MST e apoia toda luta camponesa por terra e outros direitos. Conclamamos a todos camponeses, professores, demais trabalhadores da cidade, estudantes, pequenos e médios comerciantes e pessoas democráticas a combaterem mais esta violência e a apoiarem ativamente a luta camponesa, a mais urgente, necessária e importante que ocorre nos rincões do Brasil.

LCP Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia e Amazônia Ocidental

Jaru, 14 de agosto de 2015

   
     
   
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